Algumas palavras sobre a paralisação (greve + locaute) dos caminhoneiros e agora também dos petroleiros

Em três breves tópicos

1- Reconheço, apoio e valorizo.

Reconheço a pauta e digo mais, muitos trabalhadores estão sofrendo na pele o alto custo de vida, os chamados “autônomos” estão cada vez mais precarizados e penando com a perda de ganhos pelo alto custo de insumos e economia estagnada (embora a imprensa insista em dizer o contrário) de modo que o que estão fazendo representa milhões de brasileiros e brasileiras. Não importa que parte importante da paralisação tenha sido um locaute das empresas de transporte, depois que elas fecharam acordo com o governo, os caminhoneiros seguiram e mostraram sua autonomia e pautas próprias.

Apoio porque suas reivindicações são justas: baixar o preço elevado escandalosamente do diesel, reduzir custos como o do pedágio, dar alguma previsibilidade já que o combustível agora muda de preço quase toda semana. Mas acho central os petroleiros, que são aqueles que produzem e não só usam, terem acrescido à pauta baixar o preço também da gasolina e do gás de cozinha: este último tem deixado ainda mais pobres milhões de famílias, em especial aquelas que voltaram à linha de pobreza com os descaminhos de Temer.

Valorizo demais a luta desses trabalhadores porque mostra para o Brasil que existem pessoas reais que com seu trabalho fazem as coisas acontecerem, fazem o dia a dia ser como é: sem o trabalho de caminhoneiros e petroleiros acontece o que estamos vendo, sem o dos agricultores não temos comida em casa, sem padeiros e pedreiros… o mundo não é uma ficção digital na qual só importa o chamado “mercado” ou quem ganha ou perde com o valor das ações: sujeitos, estrangeiros e também brasileiros, que parecem ser a única preocupação da mídia e desse governo.

2- As medidas tomadas por Temer não resolvem, camuflam o problema e pioram a vida dos brasileiros.

Os caminhoneiros querem que o preço do diesel baixe porque não está sobrando nada para eles no fim do mês quando apuram receitas e gastos. Viram na retirada dos impostos um modo de baixar.

Os petroleiros têm explicado que o enorme aumento do diesel e da gasolina e as constantes variações têm outras razões diferentes do aumento de impostos: o preço do combustível, com Temer, passou a ser atrelado ao preço internacional (embora o petróleo seja daqui e possamos produzir quase todo o combustível aqui com política industrial).

Os petroleiros denunciam que a política de preços hoje coloca em primeiro lugar o lucro do acionista e não a economia e necessidades da população brasileira. Pior. Pedro Parente, responsável por isso tudo na Petrobrás e um dos responsáveis pelo apagão energético no Governo FHC, tem importado cada vez mais (principalmente dos EUA) combustível já que os preços no Brasil estão artificialmente elevados e as destilarias estão sendo desativadas, reduzidas ou privatizadas.

As medidas de Temer sem mexer no que Parente fez não resolve o problema, não afeta nada na gasolina e no gás de cozinha e ainda seqüestra mais 10 bilhões de gastos, por exemplo, com saúde e educação que já estão à míngua: ou seja, mais piora do que melhora.

3- Pelo cumprimento das propostas dos caminhoneiros somadas às dos petroleiros: baixar preço o diesel, do gás de cozinha e da gasolina mudando a política de preços, colocando em primeiro lugar o povo e não os acionistas internacionais e nacionais e voltando a fortalecer a Petrobrás para que ela extraia nosso petróleo e produza nosso combustível.

Mais do que nunca, temos que nos somar a essas reivindicações gritando “O Petróleo é nosso” como gritaram quando o Brasil parou há quase 70 anos e nasceu a Petrobrás fruto da luta de vários setores e dos movimentos sociais no governo eleito de Getúlio Vargas.

Se temos a imensa reserva de petróleo que temos, ainda mais com o Pré-Sal, que consigamos voltar à avançar rumo a autonomia na produção dos combustíveis, que tenhamos uma política que estabeleça um preço socialmente responsável e voltado para o crescimento econômico e que os ganhos da Petrobrás ajudem a construir o desenvolvimento social e o futuro do país com investimentos maciços em educação e na saúde de nosso povo.

#ForaTemer

#ForaParente

#Somostodoscaminhoneiros

#Somostodospretroleiros  

 

 

 

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