Panorama analítico das tecnologias de informação e comunicação no SUS da década de 1990 à de 2020

Publicado artigo “Panorama analítico das tecnologias de informação e comunicação no SUS da década de 1990 à de 2020” (que pode ser acessado aqui) cujos autores são José Santana, eu (Hêider Pinto), Carlos Pilz e Arthur Chioro.

O novo artigo da edição de 50 anos da Revista Baiana de Saúde Pública oferece um panorama analítico do avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no SUS e suas contribuições para a mudança de práticas profissionais, serviços de saúde e gestão do sistema, de 1990 a 2020.

O artigo mostra que, inicialmente limitadas a sistemas administrativos de controle e remuneração, as TIC se tornaram elementos centrais de políticas públicas, impactando o desenvolvimento das ações de saúde e ampliando acesso e qualidade da atenção.

A análise destaca a informatização dos serviços nos anos 1990, com sistemas como o Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) e o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB); a implementação de prontuários eletrônicos nos anos 2000; priorização da interoperabilidade e consolidação do e-SUS-APS na década de 2010; e a aceleração da Saúde Digital na década de 2020, com regulamentação da teleconsulta, experiências de interoperabilidade e incorporação da Inteligência Artificial (IA) à Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS).

Por fim, artigo conclui que o futuro das TIC no SUS modificará significativamente o processo de trabalho em saúde, sendo necessário protagonismo da sociedade e do Estado na promoção democrática de modelos de atenção e desenvolvimento que ampliem direitos e repartam benefícios e riquezas.

Superando a histórica fragmentação de dados no SUS

Publicado o artigo “Superando a histórica fragmentação de dados no SUS: interoperabilidade em Recife e na Ebserh” (acessível aqui) cujos autores são eu, Hêider Pinto, José Santana, Ana Maria Lima e Arthur Chioro.

A publicação neste último número da Saúde em Debate descreve e analisa a integração das experiências de desenvolvidas por Recife e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que criou a 1ª federação de dados de Registro Eletrônico de Saúde (RES) entre dois barramentos de interoperabilidade.

Em junho de 2023, passaram a interoperar duas plataformas (que operam um barramento) de RES que disponibilizam dados para profissionais de saúde e os próprios usuários, donos de seus dados.

Além do recebimento de prêmios nacionais pelo ineditismo, efetividade, abrangência e eficiência, o caso mostra soluções e caminhos, incluindo o projeto de interoperabilidade e seu modelo tecnológico. Contata-se que a fragmentação das informações nos diferentes sistemas, prontuários eletrônicos e outras aplicações foi superada contribuindo para a melhoria da integralidade do cuidado, da capacidade de análise de dados e da tomada de decisão.

Artigo: A jornada do SUS na Busca da Integralidade: panorama das políticas para a atenção primária e especializada

Publicado o artigo “A jornada do SUS na Busca da Integralidade: panorama das políticas para a atenção primária e especializada” (acessível clicando aqui) escrito por mim, Hêider Pinto, e o grande Helvécio Miranda Magalhães Jr para a edição comemorativa de 50 anos da Revista Baiana de Saúde Pública.

O ensaio analisa a trajetória de políticas para a Atenção Primária em Saúde (APS) e para a Atenção Especializada em Saúde (AES) na busca pela integralidade no SUS. Discute a integralidade como um marcador analítico dessas políticas, destacando desafios, avanços e inovações, com foco especial no contexto de formulação,
nos legados e nas características da Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (PNAES).

A análise focalizou a evolução da APS, os legados históricos do modelo hegemônico na AES, as experiências de inovação nos três níveis de gestão do SUS que influenciaram a formulação da PNAES, o contexto e as características da PNAES.

Os resultados evidenciam avanços importantes da APS, uma AES fragmentada, isolada da APS e herdeira de um modelo centrado em procedimentos médicos. A PNAES apresenta uma série de inovações para mudar essa trajetória ao propor diretrizes que enfatizam a Rede de Atenção à Saúde (RAS), a integração com a APS, a mudança do modelo de atenção, a regulação de 2ª geração, a transformação digital e a mudança do modelo de financiamento.

Conclui que, para avançar na integralidade, serão necessárias ações coordenadas entre APS e AES, implementação articulada dos dispositivos da política e aprendizagem com a experiência prévia de gestão federativa do SUS.