Superando a histórica fragmentação de dados no SUS

Publicado o artigo “Superando a histórica fragmentação de dados no SUS: interoperabilidade em Recife e na Ebserh” (acessível aqui) cujos autores são eu, Hêider Pinto, José Santana, Ana Maria Lima e Arthur Chioro.

A publicação neste último número da Saúde em Debate descreve e analisa a integração das experiências de desenvolvidas por Recife e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que criou a 1ª federação de dados de Registro Eletrônico de Saúde (RES) entre dois barramentos de interoperabilidade.

Em junho de 2023, passaram a interoperar duas plataformas (que operam um barramento) de RES que disponibilizam dados para profissionais de saúde e os próprios usuários, donos de seus dados.

Além do recebimento de prêmios nacionais pelo ineditismo, efetividade, abrangência e eficiência, o caso mostra soluções e caminhos, incluindo o projeto de interoperabilidade e seu modelo tecnológico. Contata-se que a fragmentação das informações nos diferentes sistemas, prontuários eletrônicos e outras aplicações foi superada contribuindo para a melhoria da integralidade do cuidado, da capacidade de análise de dados e da tomada de decisão.

Artigo sobre Federação de Dados entre Barramentos de Saúde na Frontiers in Digital Health

Publicamos um artigo na reconhecida Frontiers in Digital Health tratando da pioneira e mais robusta experiência no Brasil de Federação de Dados entre Barramentos de Interoperabilidade de dados em saúde. O artigo pode ser lido e baixo aqui neste link (Interoperability in universal healthcare systems: insights from Brazil’s experience integrating primary and hospital health care data)

As e os auores, Michelle Fernandez, Hêider Pinto, Luisa Fernandes, João André de Oliveira, Ana Maria Lima, José Santana e Arthur Chioro trataram do caso da Federação entre o barramento de Recife, que interopera mais de 15 sistemas e soluções de TIC da Saúde, e o da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que interopera os dados dos 46 hospitais universitários federais.

Desenho semelhante foi implementado entre o Grupo Hospitalar Conceição e a Ebserh tambem, mas Recife foi o primeiro e é o tratado com mais detalhe no artigo.

Um síntese do que o artigo trata, em português, é o que segue:

Discute a transformação digital dos sistemas de saúde, como essencial para enfrentar desafios como a transição epidemiológica e o aumento dos custos da saúde e observa que há avanços significativos na remodelação que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) estão fazendo na atenção, vigilância e gestão em saúde.

Destaca os progressos notáveis alcançados em uma iniciativa colaborativa e inovadora feita entre a cidade do Recife, com mais de 1,5 milhão de habitantes, e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra mais de 45 hospitais universitários federais. Juntas, elas estabeleceram a primeira federação de dados do Brasil entre duas plataformas de interoperabilidade — uma municipal e outra federal — conectando dados dos níveis primário, secundário e terciário de atenção. Essa integração permite a troca segura de informações sobre vacinas, exames diagnósticos, medicamentos, agendamento e registros clínicos, facilitando a continuidade do cuidado ao longo da jornada do paciente.

O artigo contribui para, a partir de um caso concreto, em funcionamento e exitoso, perceber a importância estratégica da interoperabilidade para o fortalecimento dos sistemas de saúde e a melhoria da qualidade e eficiência do atendimento ao cidadão/usuário em ambientes institucionais complexos. Ao promover a colaboração interinstitucional e fomentar a inovação, esses esforços contribuem para o avanço de objetivos mais amplos do sistema de saúde e para a melhoria da prestação de serviços em nível nacional.