Interoperabilidade à serviço da qualificação da saúde e da gestão do sistema de saúde: o caso de uma Plataforma Digital Brasileira

Há outro capítulo de nossa autoria no Livro “Digital Healthcare: A Multidisciplinary and Comprehensive Vision” da Springer Nature.

Trata-se daquele cujo título é “Interoperabilidade à serviço da qualificação da saúde e da gestão do sistema de saúde: o caso de uma Plataforma Digital Brasileira” (acessível aqui) e que teve como autores eu, Hêider Pinto, e José Santana, Arthur Chioro, Ana Maria Lima e João André Oliveira e Marjan Askari.

Este outro capítulo aborda a interoperabilidade na área da saúde, que é a capacidade de diversos sistemas, dispositivos, aplicativos e softwares trocarem, interpretarem e utilizarem informações do cidadão-paciente de forma integrada.

A interoperabilidade é essencial para facilitar o compartilhamento de dados e a comunicação de modo eficaz entre profissionais de saúde, usuários, serviços e outras partes interessadas relevantes.

Para alcançar a interoperabilidade é necessário estabelecer um ecossistema no qual múltiplos sistemas colaborem harmoniosamente.

O capítulo descreve as principais etapas envolvidas na construção da interoperabilidade da mais robusta experiência do tipo no Brasil.

A Plataforma Eletrônica de Saúde (iPES) é uma solução brasileira de interoperabilidade na área da saúde, resultado de uma parceria público-privada inovadora.

Desenvolvida em 2019, ela combina segurança de dados, padrões tecnológicos avançados e uma abordagem colaborativa que tem produzido surpreendentes resultados na atenção integral à saúde, na coordenação do cuidado, na avaliação e gestão dos serviços de saúde e na área de desenvolvimento tecnológico e inovação.

Com tecnologia brasileira e inicialmente utilizada em sistemas públicos locais de saúde, a iPES começa a ser implementada também em serviços privados, conveniados e contratados.

O capítulo lança luz sobre uma experiência que pode inspirar análises e iniciativas internacionais semelhantes.

A experiência de Recife na transformação digital da saúde no contexto de uma Cidade Inteligente

Publicado o capítulo “A experiência de Recife na transformação digital da saúde no contexto de uma Cidade Inteligente” (Disponível clicando aqui) no Livro “Digital Healthcare: A Multidisciplinary and Comprehensive Vision” da Springer Nature.

Tendo como autores eu, Aristides de Oliveira Neto, Gustavo Godoy, Arthur Chioro, Homero Cavalcanti, José Santana, Rodrigo Pinho e Tássia Andrade, capítulo aborda a transformação digital da saúde em Recife, em consonância com o conceito de Cidades Inteligentes, para promover o desenvolvimento socioeconômico e a qualidade de vida.

A análise focou em 5 dimensões:

  • um plano estratégico abrangente;
  • a centralidade da tecnologia na prestação de serviços;
  • o investimento em capital humano e social;
  • a governança de dados; e
  • a participação em redes de cidades inteligentes.

Foram discutidos e analisados:

  • o “Conecta Recife”, um hub com centenas de serviços online;
  • O Centro de Telessaúde, com teleconsultas e telemonitoramento;
  • o Programa “Minha Saúde Conectada”, que promove a interoperabilidade de dados de saúde e facilita o acesso dos cidadãos às suas informações;
  • o Programa “Embarque Digital”, com capacitação tecnológica para jovens e que tem feito Recife figurar como a cidade que, proporcionalmente, mais forma em TIC; e
  • o Programa “EITA! Recife” de inovação aberta que tem revolucionado os modos do Estado produzir inovação desafiando e cooperando com a sociedade, pesquisadores, inventores, organizações públicas e privadas, instituições de ensino e pesquisa, startups e empresas.

Vale a pena ler!

Plataforma Nacional Brasileira de Telediagnóstico: um relatório analítico de dados para pesquisa científica e melhoria da saúde pública

Publicado na Revista Científica “Frontiers in Digital Health” (acessível aqui), colaborando com diversos autores nucleados no LAIS/UFRN, o artigo baseia-se em um grande volume de informações clínicas e demográficas, com uma amostra robusta da população brasileira, oriundas da Plataforma Nacional de Telediagnóstico. A produção descreve o processo de coleta destes dados, a organização e a formatação; faz análises de variáveis ​​críticas como distribuição por sexo, faixas etárias, dispersão geográfica e comorbidades; busca aprofundar a compreensão dos padrões de saúde da população; e, por fim, tenta contribuir com a formulação e desenvolvimento de estratégias inovadoras em saúde pública baseadas em evidências.

Os autores são: Walter Soares B. R. Filho, Letícia A. N. de Sousa, Heider A. Pinto, Raphael S. Fontes, Gleyson J. P. Caldeira Silva, Felipe Fernandes, Ingridy Barbalho, Antonio H. F. de Morais, Ernano Arrais Júnior, Tiago de Oliveira Barreto, Cesar A. Teixeira, Jorge Henriques, Guilherme Medeiros Machado, Janaína Valentim, Karilany D. Coutinho, Ricardo Valentim.