A experiência de Recife na transformação digital da saúde no contexto de uma Cidade Inteligente

Publicado o capítulo “A experiência de Recife na transformação digital da saúde no contexto de uma Cidade Inteligente” (Disponível clicando aqui) no Livro “Digital Healthcare: A Multidisciplinary and Comprehensive Vision” da Springer Nature.

Tendo como autores eu, Aristides de Oliveira Neto, Gustavo Godoy, Arthur Chioro, Homero Cavalcanti, José Santana, Rodrigo Pinho e Tássia Andrade, capítulo aborda a transformação digital da saúde em Recife, em consonância com o conceito de Cidades Inteligentes, para promover o desenvolvimento socioeconômico e a qualidade de vida.

A análise focou em 5 dimensões:

  • um plano estratégico abrangente;
  • a centralidade da tecnologia na prestação de serviços;
  • o investimento em capital humano e social;
  • a governança de dados; e
  • a participação em redes de cidades inteligentes.

Foram discutidos e analisados:

  • o “Conecta Recife”, um hub com centenas de serviços online;
  • O Centro de Telessaúde, com teleconsultas e telemonitoramento;
  • o Programa “Minha Saúde Conectada”, que promove a interoperabilidade de dados de saúde e facilita o acesso dos cidadãos às suas informações;
  • o Programa “Embarque Digital”, com capacitação tecnológica para jovens e que tem feito Recife figurar como a cidade que, proporcionalmente, mais forma em TIC; e
  • o Programa “EITA! Recife” de inovação aberta que tem revolucionado os modos do Estado produzir inovação desafiando e cooperando com a sociedade, pesquisadores, inventores, organizações públicas e privadas, instituições de ensino e pesquisa, startups e empresas.

Vale a pena ler!

Superando a histórica fragmentação de dados no SUS

Publicado o artigo “Superando a histórica fragmentação de dados no SUS: interoperabilidade em Recife e na Ebserh” (acessível aqui) cujos autores são eu, Hêider Pinto, José Santana, Ana Maria Lima e Arthur Chioro.

A publicação neste último número da Saúde em Debate descreve e analisa a integração das experiências de desenvolvidas por Recife e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que criou a 1ª federação de dados de Registro Eletrônico de Saúde (RES) entre dois barramentos de interoperabilidade.

Em junho de 2023, passaram a interoperar duas plataformas (que operam um barramento) de RES que disponibilizam dados para profissionais de saúde e os próprios usuários, donos de seus dados.

Além do recebimento de prêmios nacionais pelo ineditismo, efetividade, abrangência e eficiência, o caso mostra soluções e caminhos, incluindo o projeto de interoperabilidade e seu modelo tecnológico. Contata-se que a fragmentação das informações nos diferentes sistemas, prontuários eletrônicos e outras aplicações foi superada contribuindo para a melhoria da integralidade do cuidado, da capacidade de análise de dados e da tomada de decisão.

Artigo RECIIS: A  formulação  de  uma  plataforma  eletrônica  para  a  saúde:  inovação  a  partir de uma encomenda tecnológica

O Artigo “A  formulação  de  uma  plataforma  eletrônica  para  a  saúde:  inovação  a  partir de uma encomenda tecnológica” (disponível nesse link) analisa  o  processo  de  formulação  de  uma  plataforma  eletrônica  para  a  saúde,  derivada  de  uma encomenda tecnológica, considerando os fatores que influenciaram a trajetória dessa formulação e o formato com o qual ela foi implementada.

Publicado na RECIIS da Fiocruz, os autores e autoras do trabalho são Hêider Pinto, José Santana, Michelle Fernandez, Luís Tofani, Ana Maria Lima, Patrícia Bezerra, Rodrigo Gaete, Luísa Fernandes e Arthur Chioro.

Para a construção do artigo foi realizada análise documental, análise bibliográfica e foram feitas entrevistas semiestruturadas com informantes-chave. A perspectiva metodológica utilizada foi a de um estudo de caso  com  uso  do  process  tracing  e  de  recursos  da  teoria  da  mudança  institucional  gradual. 

São apontados como resultados da produção a identificação dos principais fatores relacionados:

– à atuação da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) na área de ciência, tecnologia e inovação;

– à realização da encomenda tecnológica; e

– à formulação de cada uma das três inovações que caracterizam a experiência em análise: o Registro Eletrônico de Saúde, a plataforma que serviu de base para o ecossistema de inovação e o modelo jurídico-administrativo da organização criada para implementar e desenvolver as soluções necessárias.